Teorias políticas de Hobbes e Locke (parte 1)

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Escrito por : Antonio Auriemo

Dedico este texto à minha avó que fez aniversário 3 dias atrás

Introdução: Iluminismo

Para entendermos melhor as teorias políticas de Thomas Hobbes e John Locke é primeiro preciso entender o contexto histórico em que estes homens existiram. Os três filósofos viveram na chamada “Idade das Luzes” em que a razão dada pelo pensamento humano deveria ser o maior fundamento das sociedades e dos direitos humanos: essas ideias são conhecidas hoje como iluminismo. As ideias iluministas entraram em popularidade quando na Europa da idade moderna, o poder da monarquia absolutista chegou em seu ápice. O maior símbolo do absolutismo foi e continua sendo, até hoje, a frase do rei Luís XIV da França: “L’état est moi” (que significa “O estado sou eu”).

O iluminismo foi um processo de transformação cultural que esteve presente em inúmeras revoluções liberais dos séculos XVII ao XIX. Apesar de muitos considerarem a França como terreno mais fértil para o iluminismo, a Inglaterra do filósofo Thomas Hobbes e John Locke, foi uma das primeiras nações a implementar as “Ideias das Luzes”, mesmo que menos drasticamente em comparação com a Revolução Francesa. Nas sociedades europeias da idade moderna, a nobreza vivia luxuosamente às custas do resto do povo, usufruindo de privilégios dados pelo poder absoluto do rei. Os iluministas (pensadores e estudiosos do iluminismo) para acabar com tal desigualdade propuseram o fim da doutrina católica no governo, liberdade de expressão e o direito à justiça; todas essas ideias sempre caminhando lado a lado com o desenvolvimento ciência.

É importante ressaltar que diferentes filósofos defendiam diferentes ideias, mas sempre com algo em comum: a razão como o fundamento do desenvolvimento humano. Outro ponto a se relevar é que nenhum país do século XXI aplica fervorosamente e fielmente, as ideias de apenas um filósofo; hoje essas ideias são ponderadas, e delas extraídas o que vale para o funcionamento do Estado. Por isso, os conceitos de liberdade que exercemos em sociedades democráticas, até o presente, tem um fruto colossal no iluminismo.

A frase que resume perfeitamente essa transição cultural proporcionada pelo iluminismo é do filósofo francês Voltaire: “Je ne suis pas d’accord avec ce que vous dites, mais je me battrai jusqu’au bout pour que vous puissiez le dire.” Em português: “Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o último instante o teu direito de dizê-lo.” (Um fato curioso, entretanto, é de que o filósofo nunca disse essa frase; a expressão fora inventada por uma inglesa do século XX).

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